Geral


Nas próximas semanas não terei mais tempo de manter o blog atualizado. Pelo menos, não mais a média de três posts por dia que vinha mantendo até aqui.

Espero que vez ou outra consiga continuar colocando meus textos por aqui. Afinal, foram cerca de 650 visitas em cerca de  dois meses.

Agradeço a todos que me seguiram nessas últimas semanas, e, em breve, espero voltar com gás total ao blog.

Como última nota: conseguiram parar Messi e o Barcelona. Grande partida da Inter de Milão. A vitória por 3 x 1 foi excepcional e deixa boas esperanças para o jogo da volta, na Espanha.

Abraços e até breve!

1927 - 2010

Começamos a semana com esta triste notícia: morreu aos 83 anos, na madrugada desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, o jornalista Armando Nogueira.

O ‘mestre’, como era chamado por muitos, fará muita falta ao Brasil. Pioneiro, Armando era um ícone da profissão e um exemplo para todos os jornalistas.

Quem o conhecia dizia que era, acima de tudo, um exemplo de homem e não apenas de profissional.

Fica aqui a homenagem do blog ao mestre Armando Nogueira.

Neste domingo, 21 de março, Ayrton Senna faria 50 anos. O piloto, que nos deixou em 1º de maio de 1994, há quase 16 anos, ainda está na memória de muitos brasileiros. Talvez ele ainda seja o maior ídolo da história do esporte individual neste país.

Ayrton Senna da Silva ajuda a derrubar o mito de que o brasileiro se esquece dos seus ídolos; se não derruba, pelo menos o torna uma meia verdade.

Ele foi o melhor no que fazia, correr de F1. Senna foi tricampeão mundial. Conquistou praticamente todos os recordes da categoria, em uma época em que o piloto era parte importante da engrenagem, em que o ‘braço’ era tão ou mais importante que o carro.

Mesmo tendo seus recordes superados pelo fenômeno Michael Schumacher, Ayrton ainda é considerado por muitos o melhor de todos os tempos. Para mim, ele é.

Ainda continuo acompanhando de perto a categoria que Senna nos habituou a assistir. Mas confesso que desde que ele se foi, nunca mais acordei com tanta vontade de ver uma corrida de F1.

Fonte: divulgação Atlético-MG

Impossível não entrar nessa polêmica. Lançada na noite de terça, a nova camisa de treino do Atlético-MG não saiu das manchetes de sites, jornais e programas de TV durante toda a quarta-feira. Entre os torcedores atleticanos as opiniões, inicialmente, foram as mais diversas possíveis. Entre os rivais, foi, é e será mais um motivo de ‘gozação’.

Na opinião deste jornalista, não há problema algum. Esse tipo de discussão, cores para mulher, cores para homem, é démodé. Estamos cansados de ver os terceiros uniformes dos times dos mais diferentes tons, isso não é novidade. E, além do mais, essa é apenas uma camisa de treino com um rosa bem discreto.

Independentemente das opiniões, o sucesso da camisa nas lojas oficiais do clube é imenso. O novo uniforme se esgotou no primeiro dia de vendas. Com isso, o bom negócio em termos de marketing está claro. Além de ter ocupado as manchetes, a camisa vai também tomar conta da torcida no estádio.

Por incrível que pareça, o que realmente não gostei foi do primeiro uniforme, o mais tradicional. O restante da linha de uniformes está bem interessante. Para ver as fotos da nova coleção atleticana acesse: http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/sets/72157623636785666/

Que o esporte está infestado pela política e vice-versa não é uma informação muito nova… mesmo assim, ainda fico assustado com certas coisas que vejo e ouço por aí. As últimas foram as declarações dos comandantes do estado e da cidade do Rio de Janeiro, hoje, endossadas pelo Comitê Organizador do Rio 2016. Eles condicionam a realização da Copa de 2014 na cidade e as Olimpíadas de 2016 ao veto às mudanças propostas na distribuição dos royalties sobre a exploração do petróleo e gás natural.

De acordo com eles, as mudanças propostas pela emenda aprovada na última quarta-feira pela Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionada pelo presidente, inviabilizam a execução das obras necessárias para os dois eventos. Se realmente inviabilizam eu não sei, mas que de fato afetam profundamente o estado do Rio de Janeiro, afetam. O Rio deixaria de receber cerca de R$ 5 bilhões por ano.

Mas, definitivamente, essa não é a melhor forma de discutir assuntos tão importantes. Vir a público e sair disparando declarações e notas na imprensa não deixa de ser uma chantagem; é mais uma forma de jogar para a torcida. Na verdade, matérias de tamanha importância deveriam ser discutidas internamente, nas casas onde as propostas são votadas e com quem as votam. Afinal a emenda ainda será discutida em outra casa, o Senado. Portanto, não questiono a luta do Rio de Janeiro pelos seus direitos e pelo seu dinheiro, mas a forma politiqueira como ela vem sendo feita.

Porém, o que me deixa muito mais angustiado é outra questão. É ter a confirmação, por meio das palavras e da notas publicadas, de que, mais uma vez, o dinheiro público, que deveria ser investido em diversas outras importantes áreas, será imprescindível para esses eventos. Onde está a iniciativa privada desse país? Fico preocupado com o excesso de gastos para obras que não darão qualquer retorno para a população. E mais aflito ainda com a prestação de contas de todos esses gastos.

Em tempo: o governador do Rio de Janeiro é Sérgio Cabral. O prefeito da cidade do Rio de Janeiro é Eduardo Paes. O presidente do Comitê Organizador dos Jogos 2016, que assina a nota oficial, é Carlos Arthur Nuzman.

Com Ronaldo o Corinthians descobriu a força do marketing. E para o ano do centenário decidiu apostar muito alto nessa descoberta.

Para o futebol veio Roberto Carlos. No automobilismo eles têm carro na Stock Car e caminhão na Fórmula Truck. Agora dizem que está tudo acertado com dois astros da natação brasileira: Poliana Okimoto e… César Cielo!

Só espero que todo esse barulho realmente traga benefícios para o esporte e para os atletas. Que não tenha relação somente com os $$$.

E que não se repitam as tristes histórias das megalomanias cariocas de Vasco e Flamengo. Lembra disso? Eles tinham estrelas na natação, no vôlei de quadra e de praia, no futebol de salão, no basquete… mas na hora de pagar a conta…

Faz tempo que não acompanho uma partida de futebol torcendo pelas duas equipes. A última vez foi ainda quando criança. Naquela época tinha praticamente um time em cada estado do Brasil. Depois cresci, e passei a torcer só pelo meu clube do coração e pela Seleção Brasileira. Mas nesta terça, acho que vou relembrar os velhos tempos.

Vivi por quase um ano na Irlanda. Aprendi a gostar muito do país e de seu povo. Fui muito bem recebido por lá, conheci pessoas maravilhosas, fiz muitos amigos. É como se tivesse dupla cidadania. A Irlanda é minha segunda pátria. Por isso, nem me importo com o resultado de Brasil x Irlanda, nesta terça, em Londres.

Tudo que gostaria de ver é um grande espetáculo. Muitos gols e belas atuações no belo Emirates Stadium. A Irlanda recuperada da frustração de não ir à Copa por causa de um gol roubado, e o Brasil repetindo as boas exibições que tem feito sob o comando de Dunga.

Só que analisando friamente, é difícil termos uma bela partida. O Brasil é favorito, mas a tendência é termos um jogo duro, marcado e com placar reduzido. A Irlanda joga fechadinha, explorando as bolas paradas. Já o Brasil, vem tendo dificuldades quando enfrenta equipes com esse estilo de jogo. O forte da Seleção Brasileira tem sido atuar nos contra-ataques. Porém, se Kaká, Adriano e Robinho estiverem em dia inspirado, tudo pode acontecer. Principalmente porque os irlandeses não contarão com dois de seus principais jogadores: o zagueiro Dunne e o atacante Robbie Keane.

Mas já decidi! Não quero e não vou assistir a esse jogo como profissional. Não quero nem saber se Dunga vai fazer as últimas experiências antes da convocação da Copa, ou se Trapattoni vai conseguir recompor seu time. Depois penso nisso vendo o compacto.

Vou assistir a Brasil x Irlanda com o coração, relembrando os tempos vividos no velho continente, torcendo como criança e nem ligando pro resultado!

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