Primeiro, eu gostaria de deixar muito claro que gosto bastante do trabalho de Adílson Batista à frente do Cruzeiro e que concordo com o sistema de rodízio que ele implanta quando se trata das disputas simultâneas do Mineiro e da Libertadores.

Mas, sinceramente, não entendi e não concordei com a escalação de domingo, contra o Ipatinga. Escrevi aqui no blog sobre isso. A partir do momento que o Cruzeiro não teria de jogar no meio dessa semana, não havia motivos para ele poupar tantos jogadores.

Um ou dois atletas extremamente desgastados, ok. Mas com uma semana completa para descanso e treinamentos, o que custava aos atletas fazerem um esforço de jogar quinta, no Chile, e domingo, contra o Tigre, em BH?

Fico até pensando se houve menosprezo. Mas custo a acreditar, já que a qualidade do Ipatinga era conhecida por todos que acompanham o futebol mineiro. O próprio Cruzeiro, já havia perdido na fase de classificação para o Ipatinga, no Mineirão, por 3 x 0. Também com time misto, mas daquela vez uma escolha acertada.

Bom, o resultado foi visto dentro de campo. O time do Vale do Aço dominou as ações contra um Cruzeiro perdido em campo, desentrosado e repleto de jogadores fora de ritmo de jogo.

Agora, Adílson terá o descanso que ele desejava, cerca de 10 dias. O Cruzeiro só volta a jogar no meio da próxima semana, novamente pela Libertadores. E desta vez com o time completo, que, dessa forma, continua sendo um dos melhores do Brasil.

Volto a dizer que gosto do trabalho do técnico do Cruzeiro e acho o time celeste um dos favoritos à conquista da Libertadores. Porém, com a perda do Mineiro da maneira que aconteceu, a perda da competição latino-americana não terá explicação. E embora ache que Adílson deva permanecer no comando do time, em caso de derrota na Libertadores, ele vai balançar e muito no cargo.

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Foi inacreditável a quantidade de erros capitais cometidos pelo trio de arbitragem da partida entre Cruzeiro e Ipatinga, pelas semifinais do Campeonato Mineiro.

Só no primeiro tempo, houve dois pênaltis não marcados a favor do Ipatinga. O primeiro foi difícil, mas a colocação de Ricardo Marques Ribeiro era tão boa, que fica difícil de entender porque ele marcou fora da área. O segundo foi claríssimo e o árbitro ainda deveria ter expulsado o goleiro Fábio.

Ainda na primeira etapa, um gol legal do atacante Alessandro foi anulado pelo auxiliar número dois, Marcelo Francisco dos Reis. No segundo tempo, outro impedimento, do mesmo Alessandro foi marcado equivocadamente. Mas dessa vez quem errou foi o outro auxiliar, Márcio Eustáquio Santiago.

Quando penso que Ricardo Marques Ribeiro pertence ao quadro da Fifa e que, teoricamente, é o melhor do estado, chego à conclusão de que não podemos ter árbitros de Minas Gerais apitando a final entre Atlético e Ipatinga.

Vou mais além. A repercussão dos erros do jogo deste domingo será nacional. Alexandre Kalil, presidente do Atlético, já soltou o verbo no Twitter. Qualquer árbitro do país que vá a Minas Gerais para a final estará pressionado demais.

Sou a favor de trazer um trio de fora do país e sugiro o colombiano Oscar Ruiz para essa tarefa. Mas outros nomes da Argentina ou do Uruguai seriam igualmente bem vindos.

A situação é preocupante e o Campeonato Mineiro de 2010 já está marcado, para sempre, pelo péssimo nível da arbitragem. A comissão de arbitragem da Federação deve algumas explicações não apenas pelo jogo de domingo, mas também pela série de denúncias e de escândalos envolvendo seus membros.

Tem dirigente até falando em dinheiro… eu prefiro acreditar em deficiência técnica mesmo. Embora, às vezes, seja difícil.

Sou partidário de que se unam esforços e de que as vaidades sejam deixadas de lado. Tudo que se possa fazer para que, pelo menos, a final do estadual não fique manchada por erros de árbitros, deve ser feito.

Espero que o Campeonato Mineiro possa ser decidido exclusivamente pelos jogadores e técnicos dentro de campo. Afinal, Atlético e Ipatinga foram merecedores das vagas nessa decisão.

Em tempo: o Ipatinga ainda venceu o Cruzeiro por 3 x 1.

Em Minas Gerais a tendência é termos novamente a decisão do título entre Atlético e Cruzeiro. Os dois grandes da capital jogam por empates contra Democrata e Ipatinga, respectivamente, para passarem à final.

O Atlético vem de uma partida interessante no meio de semana, em que o ataque, que vinha bem, falhou muito, e o sistema defensivo, que vinha titubeante, foi quase perfeito. O resultado foi bom, 1 x 0 diante do Sport.

Para a partida contra o Democrata, Luxemburgo deve vir com algumas novidades. As únicas certezas são: Fabiano, suspenso, não joga, e Renan Oliveira está escalado no meio campo. É esperado que o técnico poupe alguns jogadores que vêm atuando com mais freqüência, caso, por exemplo, do veterano Júnior.

Já do lado cruzeirense, é difícil imaginar o que Adílson fará. O time vem desgastado pela empate no Chile, contra o Colo-Colo, que selou a classificação celeste para a próxima fase da Libertadores, mas em compensação não jogará no próximo meio de semana.

Acredito que o técnico do Cruzeiro deva mandar a campo o que tem de melhor, exceção feita a Kléber, que está contundido, pois o jogo contra o Ipatinga é complicado. A equipe do Vale do Aço é a melhor do interior de Minas e vem fazendo grandes jogos no Mineirão. Se o Cruzeiro vacilar, pode perder a vaga.

Democrata X Atlético será neste sábado, às 18h30, no Mineirão. Já Cruzeiro X Ipatinga jogam no domingo, às 16h, também no Mineirão.

São esses quatro os meus favoritos para chegarem às semifinais do Campeonato Mineiro. As partidas das quartas de final começam neste sábado, quando o Ipatinga recebe o Tupi e o Cruzeiro, o Uberaba. No domingo teremos: América X Atlético e Villa Nova X Democrata.

De todos os confrontos, acredito que o mais equilibrado será entre Tupi e Ipatinga. Os dois times se equivalem, e graças aos tropeços do time do Vale do Aço nas duas últimas rodadas, eles vão se enfrentar prematuramente. Vou apostar no Ipatinga, que, embora tenha tropeçado recentemente, estava jogando desfalcado.

Se falei do mais difícil, agora falo do confronto mais fácil. Acredito que o Cruzeiro não terá problemas frente ao Uberaba. O time de Adílson é bem melhor e mesmo atuando com equipe mista passará de fase.

O Atlético vem em ótimo momento e acredito no time de Luxemburgo contra o América. O Coelho ainda não se encontrou na temporada e terá de fazer os jogos do ano para sonhar em passar pelo Galo.

Já no confronto entre Democrata-GV e Villa Nova vou de Democrata. O Villa é mais tradicional, mas o Democrata tem melhor time. A equipe do Vale do Rio Doce foi a segunda na primeira fase e mostrou que é muito forte dentro de casa. Já o time de Nova Lima demorou para engrenar na competição e, apesar de alguns jogadores experientes, não deve suportar o Democrata.